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A história do António


"Percebi cedo na vida que há duas coisas sem as quais as pessoas não sabem viver.


Advogados e anúncios.


Foi por isso que decidi estudar Publicidade depois de me licenciar, bom... em Direito. Tinha 23 anos.

Parece que foi há uma eternidade.


Dava por mim perdido no mundo fascinante do Direito Fiscal a uma sexta à noite e a pensar — “porra, é mesmo isto que quero fazer nos próximos 50 anos?”


Entretanto vieram as atividades extracurriculares, que passaram a ocupar o tempo que deveria empregar nas curriculares.

Música, digressões, “produções” de vários tipos.

A vida era um carnaval, o curso era uma pedra no meu sapato.

No dos meus pais também.


Até que arranjei trabalho nas gravações de um anúncio como “assistente de produção” — termo técnico para “chega-me isso” — e se fez luz: era aquilo.


E fui saber como se faz. Na altura nem sabia que “escrever anúncios” era uma profissão.

Na verdade, sou um privilegiado, porque a única condição que me impuseram para seguir com os meus estudos em publicidade foi... acabar o curso.

A tal licenciatura “a sério”. Depois de concluída, seria livre.

E se fui.


Em Berlim, no Dubai, em Nova Iorque e em São Paulo.


Não digo que toda a gente deva morar fora, mas digo que deve pelo menos experimentar.

Porque quando vivemos num sítio estranho e onde não conhecemos ninguém, passamos muito tempo connosco.

Descobrimos respostas para problemas pessoais e profissionais.

Aprendemos a não depender de ninguém.

Focamo-nos nas pessoas que realmente importam nas nossas vidas (descobrimos que se contam pelos dedos de um pé).


Olhando pelo retrovisor, vejo alguém que não sabia muito bem o que queria, mas que tinha certezas acerca daquilo que não queria. E que arriscou.

Sabem o que acontece quando não temos ninguém para culpar pelas nossas escolhas? Fazemos com que deem certo.

Tornamo-nos no nosso melhor “coach”.


Lembro-me sempre desta frase de um conhecido Diretor Criativo de uma das maiores agências de publicidade do Brasil.

Usava-a cada vez que alguém da equipa reclamava dos prazos, do cliente ou do briefing.

“Você está onde você se meteu.”

Parado em Lisboa e na carreira que escolhi, pensava nisso.

Estava onde me tinha metido.


Foi por isso que acabei por regressar à cidade onde tive a minha primeira experiência internacional. A Berlim.

Se correu bem da primeira vez, teria que correr da segunda.

É correr atrás.



E como é difícil terminar um texto deste género sem um cliché motivacional, deixo-vos com um anúncio que resume bem a coisa:

https://youtu.be/Z1aZvwLfmsM

It’s probably time."


António Neto, 32 anos, publicitário.

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